março 26, 2008

dos Ritos


a mansidão
as Razões
o Tempo
o meu silêncio
tua Tristeza
a dor de não saber
se é, ou não
o que gostaria.
a Madrugada acordada
o vinho, o cigarro, a pílula para acalmar o coração
que grita
Me Ama!
que sofre
às vezes calado,
noutras falando baixinho
o Telefone que toca
impropriedade da Hora
teu cansaço
meus abraços
Mornos, quentes
sempre tão doces abraços
a Lágrima que corre sem me dizer pra onde
o choro compartilhado através do Oceano de Tristezas
um dia
um mês
quantos anos a gente se conhece?
Tempo
de não saber se é o que quero
ou se espero
a nova volta da Vida
no Carrossel de cavalos mancos
e fadas enlouquecidas
Tempo
de ter que dizer
se me quer ou não
nesta Vida
ou se morro agora
pra Renascer em
olhos que Te
toquem
a Alma
que não é de Ninguém,
que Te mexam
as fibras do Coração
congelado
por Quem?

albanegromonte

4 comentários:

Djabal disse...

"Vejo um fino décor
Te fechando como o punho de um bebê
Ou uma anêmona, esse mar,
Meu bem, cleptomaníaco.
Ainda estou crua.
Quem sabe um dia eu vou voltar.
Você sabe pra que servem as mentiras.

Nem no seu paraíso Zen a gente vai se cruzar."

Sylvia Plath

Lady Cronopio disse...

Que lindo!
Não conhecia este.
Você é mesmo mestre em garimpos.
Hum...
A citação quer dizer que gostou?
(Agora me diga quem é cabotino aqui... rs...)
Beijos e aquela coisa toda

Djabal disse...

Fiz uma tentativa de terminar pelas palavras de alguém outro, cujas palavras são semelhantes em situações parecidas. Triste. Real. Auxiliador.
Gostei bastante. Real como os nossos dias e nossas indecisões. Juntei amor com amor. Ilusão com ilusão. Bjs.

Lady Cronopio disse...

Deixando de lado os ensinamentos do colégio de freiras, que numa situação destas me orientariam a baixar os olhos e ficar vermelha, eu digo bem alto que fico muito, mas muito mesmo, envaidecida com este seu dizer, pois se tem alguém que gosto de ler, é você.
Aliás, já existe você em papel?
Passa da hora, viu?
Beijos emocionados, e aquela coisa toda.