abril 22, 2010

PalaVra dE miM


sOmbras
EspAços inacabados em meus dias e noites
que se refazeM como sE eu nãO já esTivessE
quAse moRta

raiO de sol aCorda Minhas peRnas,
anTes que meu sonhO se acabe
e nunca Mais conSegui tua boCa na minHa tão junto
que nãO seJa nestes sonHares impoStos pelo canSaço de viVer em vãO

acorDa o relóGio, o teLefonE, a faXineira
e eu Me enrosCo serPente
noS lençoiS sem teu cHeiro que jÁ nEm sei a coR
se é qUe houve cor qualquer num OutubRo frio
que arDe ainda no fogo sAgrado destA alma que choRa tuA
auSência, tUa quase pResenÇa
teu diZer coisa sem neXo
a me enTontecer de deseJo
carne minha tão tensa e ceGa
segue roLando ladeira aCima
que nem O outro contOu no InferNo que sonhou- oU conheceu- qUem saBerá?

não teNho noMe de flOr
O sou suaVe, nem sei dançaR.
dizem de mim, oS que se pensaM
que sOu vítiMa da oBsessão do aMor
amoR que nuncA vem
amOr que semprE vai e me deixA
sem somBra alGuma nuM deserTo maior que o Saara
alma tRôpega, taciturna, silenCiosa alMa qUe caRrega meu corPo
que agorA é teu, taManha a marca que cravAste em ferro fOgo&luZ

e Se não possO te beijaR
nem jaMais diZer que te aMo
rastrEio naS estrelas de nós doIs que às veZes me entram
pela fresta Da jAnela eteRnamente fechadA
um Poema de naDa,
uM dizer iNsano
um Qualquer imperfeitO verSo
prA tradUzir a ti, o verBo de mIm.


albanegromonte

Um comentário:

Um olhar no horizonte... disse...

Muito bom... muito eu...