maio 13, 2009

Dos Ritos




a mansidão
as Razões
o Tempo
o meu silêncio
tua Tristeza
a dor de não saber
se é, ou não
o que gostaria.
a Madrugada acordada
o vinho, o cigarro, a pílula para acalmar o coração
que grita
Me Ama!
que sofre
às vezes calado,
noutras falando baixinho
o Telefone que toca
impropriedade da Hora
teu cansaço
meus abraços
Mornos, quentes
sempre tão doces abraços
a Lágrima que corre sem me dizer pra onde
o choro compartilhado através do Oceano de Tristezas
um dia
um mês
quantos anos a gente se conhece?
Tempo
de não saber se é o que quero
ou se espero
a nova volta da Vida
no Carrossel de cavalos mancos
e fadas enlouquecidas
Tempo
de ter que dizer
se me quer ou não
nesta Vida
ou se morro agora
pra Renascer em
olhos que Te
toquem
a Alma
que não é de Ninguém,
que Te mexam
as fibras do Coração
congelado
por Quem?

albanegromonte

2 comentários:

Djabal disse...

"A cidade nos deixa elevar a cabeça
e pensar, mas sabendo que após baixaremos".

"La città ci permette di alzare la testa
a pensarci, e sa bene che poi la chiniamo".

Disciplina de Cesare Pavese, em Trabalhar Cansa.

Lady Cronopio disse...

Que belo!
Gratíssima.