novembro 25, 2008

Canção De Uma Apaixonada



ao meu amor.
ele sabe o porquê.





Quando me fazes alegre

Penso por vezes:

Agora poderia morrer

Então seria feliz

Até o fim.



E quando envelheceres

E pensares em mim

Estarei como hoje

E terás um amor

Sempre jovem.

Brecht

6 comentários:

Djabal disse...

Uma espécie de resposta:
"vasculho uma bolsa velha como quem revira um túmulo.
e na curta efusão de palavras (no medo que
disseste, na aventura tímida de registrar a indevida fenda)
tanto posso achar o ardil
como essência como o botão de plástico. Persigo
então o achamento seu ousar
desistir da fluência,
de todos os truques para estar-me
e da bruta castidade que me aflige.

Escrevo a covardia com saudade
(me reconheciam em versos naquele tempo)
porque talvez qualquer coisa tua me lembre
a mãe que era difícil percorrer
naquele tempo.

Compreendo também por que acredito, preservo, imito
as mesmas formas de pureza recusada:
nela reside a dúvida da sombra
e ainda e pele que refaço.

Ana Cristina Cesar.

disse...

...E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.

Amor, sempre amor!
Um cheiro pra ti, Lady

Marcelocêntrico disse...

Bloguei-te em Yo Hoy: www.soriano.eng.br/blog

bjs

Lady Cronopio disse...

Djabal!
Que preciosidade este escrito.
Não o conhecia.
Gratíssima.
Beijos e aquela coisa toda

Lady Cronopio disse...

Vê!
Adoro esta canção-poema.
Beijos para ti.

Lady Cronopio disse...

Marcelo!
Gracias pela visita e tudo mais.
Beijos