março 19, 2008

Escrito Antigo de Cronopio




Eu era jovem, muito jovem...
Sonhava com escrevinhações que um dia se largariam mundo a fora, palavras minhas, ajuntadas em versos horizontais sem pontuação e sem maiúsculas, que foi o jeito que sempre gostei de fazer.
Éramos todos jovens.
E tentamos fazer, num tempo em que ainda não existiam blogs, uma chamada revista eletrônica: Andarilhos Das Letras...
De vez em quando o Ig permite o acesso ao sonho que se converteu em separações, dsitanciamentos, alumbramentos por outras plagas.
Hoje, consegui arrancar este texto de lá.
Era o editorial da minha edição da "revista". O mote, era um verso do poeta conterrâneo, Manuel Bandeira.
Quem ficar curioso, pode tentar o acesso...

http://www.andarilhos.hpg.ig.com.br/inicio.htm





A Estrela de Bandeira

"Motes sugeridos inspirando, resgatando, rodeando as telas/papéis, movimentando dedos/tintas, fortalecendo razões, expondo sentimentos, reestruturando sonhos, idéias que vão/vêm no balanço duplo e delicado das comunicações neuronais com as batidas do coração vibrando no peito. Gente que parte/fica, no temor de não reconhecer que o sonho se realizou, sim. Amor visceral que explode em verso/prosa, em todas as formas que a arte pode/deve ser expressa. Instantâneo momento que vira fotografia de toda uma vida parida de luz. Murros dados em ponta de estrela que se indaga porque tão cortante/brilhante. Joelhos dobrados, cativos de um passado de gesso solto nos bytes mundo a afora. Coincidência do dia consagrado, a ela, Poesia, inspirando mais e mais o desfraldar da bandeira. Poeta resgatado do fundo do baú, entregue pelas mãos da filha in memoriam, buscando o reconhecimento e renascendo por estas páginas que os dedos não passam, com o sorriso aberto de quem nem imaginava um dia ter esta configuração de andarilho. Estrelas rasantes, alegres/tristes, dependuradas nos céus das bocas todas que falam tudo sem voz, estrela farol do dia escondida sob a casca do homem-criação, estrela que se pergunta o porquê de ser eterna... Letra de poeta-homenagem a si mesmo, que diz lamentar a vida que poderia ter sido, e que foi, se voltarmos os olhos para o seu verso complemento: Poesia minha vida verdadeira. Imagens da cidade celebrada quase fora da realidade, em preto e branco que são as cores da saudade. E como ser andarilho consiste em percorrer estradas inventadas ou não, relata-se encontro entre bambus, flores e gentes, pelas ruas quintaneiras e quentes. E como ser poeta, consiste em poetar inúmeras vezes, a palavra que comenta o texto se transforma também em poesia e a enxurrada carrega/preserva o dizer poético de quem dá e recebe o presente andarilho de virar obra de arte, em parte, pois o inteiro é livre, entregue à alma e aos empilhamentos do Universo tão cheio de metáforas. Enfim eis o terceiro espaço preenchido pela bandeira da estrela... explicitamente implícita nos quatro elementos... Terra de criação, ar de devaneios, água de vida, fogo de paixões. Sóis satélites desta vida tão inteira, que poderia ser, mas sendo, é, o que se quis e se pensou que não".

albanegromonte

2 comentários:

Djabal disse...

Grande oportunidade de lembrar do nosso querido, às vezes, esquecido Bandeira. Ótimo. Bjs.
nb. Agradeço suas palavras gentis e amáveis. Muito mesmo. Gostei bastante do que vi por aqui. Voltarei mais vezes, sempre. Direi.

Anônimo disse...

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