junho 27, 2007

Vinhos&Nós


Pois existo.

E sou teu reflexo, eco de tudo que fui um dia.

Eu era em ti, e nem sabia, mas...

Teu olhar me pousou um dia, eu reconheci.

Nem sei o porquê, mas recuei.

Um dia de Dezembro, não outro mês, pois não havia

Te reconheci na foto do que eras em mim

Apenas uma lembrança de.

E fui

Segui em rumores teu passado.

Asas em meu peito se abriram, e mares que eram nossos se fizeram

Em notas dissonantes, ou não- quem saberá?

Mas, pedimos bis.

E no palco de toda a vida que se fazia quase que sem graça

Uma festa de sentires e pensares.


Hoje somos, existimos

E dois

Ou quatro

Ou cinco, que eu desejava o Quinto Elemento nesta nossa toda qualquer felicidade.

Mas...

Somos repetição do que foi talvez um acaso

Erro

Engano da idade

Maldade

Sei não...

Mas somos sempre agora

O que teria que ser

O que foste em mim, e eu em ti

para sempre, nós

Ou a partir de hoje

E...

Amor é.

Somos sim,

Eu e Tu

Cor laranja que não mais

Furacão de cores em notas de violão que acalenta a noite,

E diz:

Somos nós, sempre

mais que tudo.

Tu.

Eu.

Vida minha que se diz novamente: aqui estou.

Prova de que existe,

Destino ou linha da mão

(quem sabe, profecia de cigano)

Ou escrito estava na palma das mão que era minha e já se abandona

em linhas tuas que se reformulam e fazem nova história antiga em...

Amor que és sempre

em ti

Existo e sou

Tua

E és, eu sei,

Meu.

Nada mais que.

Apenas e mais.


albanegromonte

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