junho 27, 2007

...


Entre nuvens de recordações

Chegou teu olhar antigo

Amor de um dia

Ou de sempre?


Busco em palavras de menina que fui

Meu bem-querer por ti, que nunca de fato saiu da minha cabeça


Horas, dias e anos

Eis que me chegas:

Prata em cabelos que vi negros

Linhas de dor (talvez) em olhos que inocentes sempre foram

E eu?


Fios de ouro em traços de vida que vivi.

Não tenho heranças

Feito as tuas tão que sei quase minhas


Lábios que cansados de dizeres

Soltam-se em palavras que di ti se sabem e são


Quintais e sóis.

Chuvas e luares em acordes de violão que desejavas em tanto que nem sabia, mas.

Barcos e mares abertos em nossos sonhos que são hoje

Nossos

Apenas isso.


Vela de ser

Eu, tu

Nosso amor de ontem

hoje em nós

e para sempre, se.

Destino se cumpre em traços de luz nossos corações que batem

Num só ritmo

E dançamos noites fora de nós, ou não, em salas apertadas ou salões de outrora

Meu amor é só teu

O meu, nem sei, mas quero, migalha que sei: mereço.

Castigo é rever teu passado e saber que poderia ser minha toda a tua história.

Reescrevo em letras e palavras quem nem sabia existir em minha linguagem tola e plácidas: palavras.

Hoje nem quero mais morrer

Viver é ser em ti, o que nunca fui:

Eu feliz em dois

Em par

Em ti.

Sou eu, para sempre.

Amor que nem esse, em mim

Jamais.

Toma minha alma e leva o que em mim há de.

Sempre eu em ti.



albanegromonte

Um comentário:

Clayton disse...

'Vela de ser'

precisam ensinar vc até nas escolas
não sei se é pq gosto de vc ,mas sinto tanta verdade no q escreve

quero seus livros
pensou num romance, se um dia escrever, eu quero
Alba-Alba,
até!