novembro 04, 2010

Relendo Posts...



Que tipo de amor, vai embora sem deixar marcas?Que tipo de amor deixa você prosseguir tranquilamente sem sentir pontada qualquer de dor?Onde existiu amor, sempre sobra depois a dor.Felizmente, para mim, onde existiu dor, hoje se esbalda o amor...
Mas como sou poeta, posso sempre fingir, onde não mais encontro dor, que há. Pois é desta cor que se faz a Poesia.
Vermelha.


E quando minha alma se inclina, tanto que
tropeça nas dormentes das linhas que o Destino riscou nas minhas mãos,
volteio correntes de flores que deposito no altar do Tempo.
Dragão tatuado no meu pescoço pisca centelhas de fogo celestial,
e dobro os joelhos diante do espelho que reflete a cruz que dorme no meu
umbigo


(imploro ao vento: me leva daqui)


Então através da cortina do sentimento que corre feito trem nos
sulcos da minha face, observo o quarto vermelho sangue 
logo ali no peito cicatrizado, onde
acontecimentos tardios,
detém-se nas paredes e átrios
remoendo e colhendo flores de dores, de desenganos e de saudades, 
rasgando feridas
desfolhadas e inacabadas
dentro deste quarto vermelho,
para onde o vento Mistral que soprou vida em mim,
leva na sua dança de mistérios,
as evidências da morte que ali se fez há tanto.

(contemplo os campos repletos: gosto daqui)


albanegromonte

4 comentários:

M. disse...

Vou-te plagiar:

Gosto daqui...

Djabal disse...

pelo
branco
magnólia

o
azul
manhã
vermelho
olha

Leminski, o Paulo.

Para amansar o seu dragão, algumas drágeas vermelhas da sua poesia magnólia. Beijos, menina.

Lady Cronopio disse...

M.
Goste, isso é tão estimulante...
Venha sempre, isso me deixa muito feliz.
Beijos

Lady Cronopio disse...

Djabal, seus comentários e citações já merecem um post!
Beijos e toda aquela coisa.
ps: "drágeas vermelhas": vou usar isso.