outubro 05, 2010

Um Dos Sete










uma estrada em chamas,
coração que se evapora em lágrimas
saudade virando o avesso da alma
um deus que não responde longe que está

corda emperrada de relógio que insiste na hora de um adeus indevido
anel de um planeta sem nome
a recordar e tecer um manto de dor
vontade de se deixar ali, sem consolo
morrendo aos tantos
largando as pétalas da blusa rosa
pelos laços da ventania que já chega

sentidos violando leis naturais
pecados se misturando ao perdão concedido

um silencioso grito rasgando
a tarde e
um fio de sangue se misturando à morna areia
que reveste o chão da terra em que ela nasceu.
e onde agora se despede da vida que não escolheu

albanegromonte

4 comentários:

Ana Alice disse...

Parabéns,tens postagens muito boas.Obrigada por compartilhar.

Djabal disse...

É não escolhemos mesmo, somos - de certa maneira - prisioneiros dela.
Talvez você, eu e mais alguém, consiga se libertar dos sentimentos e do próprio cárcere, com letras, ritmos, cadências e pétalas de rosa.
Tudo também é poesia, para uma alma libertada.
Pungente, dolorida e bela. Obrigado. Beijos.

Lady Cronopio disse...

Ana Alice, grata pela visita. Volte mais vezes!
Beijos

Lady Cronopio disse...

Djabal, amigo caro... você sempre consegue me arrancar um sorriso de incredulidade ante meus escritos, e saiba que muito me deixa serelepe!
Beijos