janeiro 06, 2009

Sorvendo

entre a dor que não existe, e este espaço em minha alma
existe a lembrança de um sonho que tive
onde era você, um dia
e eu, a noite que dizia amém
a toda e qualquer oração que cingisse
o saldo da saudade imensa deste olhar que me alcançava em tardes que não mais.
éramos então, soltos de grilhões outros
e hoje
nem sei mais.
apenas teu vulto cansado que sentado a meu lado em nuvem de algodão tosco,
olha ao redor e sente:
o tempo que era de ser, se foi
hoje, apenas torcer para que exista algo além da sanidade que me foge do negro olhar.

albanegromonte

6 comentários:

Djabal disse...

É tão agradável ler uma poesia melódica, cantante, que teima em ser esperançosa, apesar de tudo demonstrar o contrário. É muito bom. E muito belo. Beijos.

Lady Cronopio disse...

Ora...
Mas reconheço: fiquei orgulhosa, sim!
Você sabe bem.
Aquela toda coisa e beijos

Clayton disse...

gostei tanto Alba-Alba

Lady Cronopio disse...

Bom te ver por aqui, Partner!
Aquela toda coisa, anh?

Anônimo disse...

O sonho, eu sonhei! E era você. Eu acordei e você estava lá. Agora eu vivo este sonho, vivo desse sonho e vivo para esse sonho...

Lady Cronopio disse...

Este é o nosso sonhar diário. Vida, é você. Como no princípio. E para sempre será.