dezembro 20, 2007

Ao Homem Que Amo


(... pois sempre haverá uma rosa amarela para nós dois)


E quem diria ontem, que eu seria esta mulher hoje?
Diante do espelho revejo as coisas tantas que quase vivi, ou não.
Saberia eu hoje de ti se não tivesse aquilo tudo atravessado?
- Céus e mares, abismos, vulcões, chuva negra, veneno de escorpião, dor, escuridão, escolhas insensatas, mergulhos em gelo, paredes, forcas, comprimidos, tarjas, pragas e maldições...
Ante esta coisa tamanha que somos, seriam estes passos trôpegos assim necessários?
Quem dirá?
Nem mais me faço esta pergunta pois.
Hoje sei que sou tanto feliz e mais ainda, que interrogações ficam na curva.
Na esquina.
No salto do sapato quebrado no meio da estrada sem cor que ficou já para trás de qualquer ensaio que eu tivesse de remorso.
Não mais.
Apenas esta imensa vontade de trazer teu olhar pra dentro do meu,
Carregar minha mão de flores recém-colhidas para depositar em teu coração,
Abrigar minha cabeça no teu peito
E assim quase sem jeito, meio que até pedindo desculpas, te pedir
Que me aceite de novo e para sempre serei
Tua.

Que todos os nossos anos de amor sejam assim, Vida.
Te amo muito mais que tudo.
Beijíssimos


* aceitar de novo como há 28.

2 comentários:

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Gustavo disse...

A rosa amarela, escolhi para representar a riqueza da tua pele aveludada, mas também pode representat o nosso amor. A mulher de hoje, quem diria que eu a teria de novo em meu peito que agora te espera a cada momento? De vinte oito anos, só o vácuo, mas do presente, uma infinidade de momentos que não consigo encaixar em apenas um ano. A ti minha vida, devo uma nova vida, a vida que só agora encontrei. Felicidade!