setembro 03, 2006

Fabula II

Bruxinha Amada.
Irmã sangue do meu partner.
Em ti encontro o Eco necessário.
Minha Dor, se era, mirou pontaria e se foi.
Hoje voltou devagar e lenta.
Dói.
Espinho cravado na garganta, sim.
Mas dura o Tempo que se desejar.
Eu não.
Espero o vão da realidade abrir algo para que eu possa novamente e sempre,
FelizSer.
Mereço, sei que.
Sim, os fios desencapados da alma se partem agora
mas na rede acalento teu sono como o do Poeta madrugada que se foi.
Falta faz, mas sei que amanhã ou Dia qualquer voltaremos
a dialogar e duelar nesta alquimia brava
dos que sãoInutilmente sós
E à toa.
Nunca mais
serei eu.
Sempre esta Trindade Mágica.
Nossa.Beijos e.
Guarda, publica ou Nada.
Serei sempre aqui.
Tua.E Dele, sim.
Meu planeta enviesado e despejado.
Galáxia toda que implora: volta, Seth.
Aqui estamos nós,Anões de Jardim
Órfãos da Tua sanidade inquieta e
imprópria pra tão poucos anos.
É.
Eu.
Amor e Aquela Toda Coisa
Sempre.

albanegromonte



Moça deste lado ai...
O que se faz?
para dormir quando se tem que dormir
e não se quer?
Mas se necessita.
Dor se tornar calada quando instalada
mas não menos gritada
Pode isso?
Pode.
Dormindo,deita os olhos e descansa
no fio que corre mente adentro,dormindo eu sou,
posso.
Os pensamentos se agitam
as letras se embaralham
e se enfileiram, não por isso,nada de ordem nelas, que corram soltas na madrugada silenciosa.(na onde só o malditogalo canta!)
Trindade Mágica,
com hábitos crepusculares e noturnos,
a face se forma um coração
e voamos silenciosos.
Corujas Perdidas?
Sim, que se encontram de tempos em tempos
para arrulharem seus gostos e desgostos....
vítimas ou não na Roda Cíclica da vida,
apenas somos.

Fabula


Sim somos.
Alquimistas embaralhados?
Corujas perdidas?
Vampiros ameaçados?
O Sol se vem.
Se é Sol.
Se basta, ele.
A Nós, Trindade, resta o cansaço de Ser
e Estar em qualquer.
Direção ou trilho.
Trem ou Nuvem.
Não sei, e tu?
Quem escoa do Caldeirão a Magia suprema que nos une?
Ah!Mas em ti vamos nos encontrar.
Amanhece aqui deste lado.
O mar arrulha proezas de sereias e tritões.
Netuno se desfaz em galanteios a Iemanjá.
E eu ouço o Galo.
Canta, miserável dos Dias.
canta e me deixa fechar os olhos cansados de tudo.
Pra ver o Nada que se impõe nas letras atordoadas de Tudo
que se vão rede afora
como Poeta que dorme
e a Bruxa que sente
e eu, Mortal ou não?
Acendo a vela negra tinta de sangue violeta
que é a cor mais triste que há.
Disse a Maga, sábia de Julio no
Juego
de Amarelinha.
Evohé, Cortazar.
Salve a Trindade e abençoa em Nós
a secura e a ãnsia de sermos mais que sombras.
Aqui ou Lá.
Onde estão o que o sangue uniu
e eu sem sangue e com dores
me arremeto pra ser
a ponte
O vértice deste triãngulo que se fazem rocas de princesas
e que serei assim
deles o Sal.
Amém.

albanegromonte

Um comentário:

Clayton disse...

Como parecem palavras de um ritual!
e estas noites de saraus internéticos,
vamos fazer mais, han?
até mais
....