Poema
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Mário Cesariny
Que coisa mais linda!
ResponderExcluirLindo poema! Tem João Cabral de Melo Neto no Mundo de K, aparece por lá!
ResponderExcluirUm leitor comentando o escrito de outro, este último mais atrevido, pois catava as palavras daqui e dali para dar a sua interpretação do que houvera lido, conseguiu resumir seu pensamento dizendo o seguinte: você escreveu tudo isso e apenas revelou a ausência. Essa poesia, escolhida, tem ritmo, tem gosto, tem sonoridade e cadência. E só fala da ausência. Como ela fica bonita e dolorida, não?
ResponderExcluirBeijos, menina e a.c.t. Sempre.
Menina, é de fato, muito belo este escrito...
ResponderExcluirGrata pela visita.
Besos
Olá, Kovacs!
ResponderExcluirSempre um prazer tê-lo por perto.
Aguarde, que já visito seu blog.
Beijos
Ausência quando dolorida, parece até mais bonita, não é mesmo, Djabal?
ResponderExcluirE você... ah, pra você eu já não tenho mais como dizer.
Talvez a.c.t. e mais beijos!