
acreditei que se amasse de novo
esqueceria outros
pelo menos três outros rostos que amei.
num delírio de arquivística
organizei a memória em alfabetos
como quem conta carneiros e amansa
no entanto flanco aberto não esqueço
e amo em ti os outros rostos
qual tarde de maio
como um trunfo escondido na manga
carrego comigo tua última carta
cortada
uma cartada
não, amor, isso não é literatura.
Ana Cristina César
Para entrega completa, insana, completa e feminina não há alternativa. E de fato isso não dá literatura, apenas dor. É fato. Grande Cristina, grande Lady. Beijos.
ResponderExcluirAna me lembra você.
ResponderExcluirEsta sua definição por si, daria um post.
Beijos
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirAdeus.
ResponderExcluirexatamente eu, hj.
ResponderExcluirAna C matadora sempre.